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Aquele sobre meus 6 meses

La vou eu de novo, mais uma vez, again, começar um post meu lamentando por não atualizar meu blog. Poxa Stephanie, você prometeu pra si mesma que ia deixar tudo registrado. Para num futuro não muito distante relembrar sua experiencia, para num futuro mais distante seus netos lerem sobre sua experiencia. Mas chega de mimimi. Hoje decidi atualizar. Tenho tantas coisas pra contar que não sei por onde começar.

Ok, vou começar dizendo que essa semana completou 6 meses de estadia aqui nos EUA. 6 M-E-S-E-S! Metade do caminho. E ai, sera que já fiz metade do que eu queria fazer? Sera que ja sou metade daquilo do que eu queria pra voltar pro Brasil? E ai Stephanie? Mas perai, para qual Stephanie eu estou perguntando?

Nao basta a pessoa ser geminiana e ter "varias mulheres" vivendo dentro dela. A legal. A chata. A animada. A depressiva. A objetiva. A enrolada. A que quer descobrir o mundo. A que nao quer sair da cama. A que ama filmes de comedia. A que ama filmes que fazem chorar. E por ai vai... alem de eu agregar em mim qualidade e defeitos que se contrastam que muitas vezes me dividem em varias pessoas eu ainda tenho que lidar com as Stephanies que fui, com as Stephanies que sou e as Stephanies que estao vindo. Loucura total.

A Stephanie que conheceu o programa au pair em meados de 2010 ja nao existe mais. Aquela Stephanie apenas sonhava em vir para os Estados Unidos, viver uma experiencia linda, entrou no site da Cultural Care e se apaixonou pelas familias que tem la. Ficou em duvida em qual daquelas familias queria ir. Oh doce menina. Inocencia que chega dar do. Era tudo tao lindo, vir para ca, fazer parte de uma familia americana, cuidar de kids lindas, poder viajar e tudo isso por um preco super acessivel! Ai que beleza... vou pra pra esse tal de programa au pair, vou fugir um pouco da minha realidade aqui no Brasil, vou estudar ingles, vou por minhas ideias em ordem e voltar... terminar minha faculdade, arrumar um bom emprego e seguir a vida ate que eu topasse com meu proximo desafio.

Aos trancos e barrancos a Stephanie chegou nos Estados Unidos quase na metade do mes de dezembro de 2011. Tudo é tao magico! Ela fez amizades com as meninas que embarcaram com ela jurando que ia ser pra toda vida... Se deslumbrou por New York, se encantou com a escola de treinamento e finalmente chegando na pequena cidade de Reading, no suburbio norte de Boston, se apaixonou pela host family que ela tinha escolhido (e que tinha sido escolhida). Se apaixonou por aquelas duas bonequinhas lindas. Por aqueles host parents tao atenciosos e generosos. Eles eram diferente de tudo que ja tinha ouvido. Oh ceus, Stephanie voce encontrou a familia perfeita.

Com o passar dos dias a Stephanie se deu conta que a familia perfeita nao existe. Ok. Ela ja sabia. Ela so nao esperava o que estava por vir.... as meninas que embarcaram com ela uma ela cortou relacoes na propria escola de treinamento, duas as relacoes foram cortadas tambem ja nos primeiros meses. Apenas mantem contato com uma, que infelizmente passou por rematch e ja voltou para o Brasil.

As kids bonequinhas lindas choram, berram, xingam, batem, nao obedecem, dizem palavras que magoam. As bonequinhas lindas muitas vezes fizeram a Stephanie chorar. Os hosts maravilhosos tambem desapontaram a Stephanie. Eles comecaram a abusar de algumas coisas que ela tem consciencia que é culpa dela... afinal so exigiram o braco depois dela ter oferecido a mao.

As coisas ganharam rumos diferentes... e finalmente a Stephanie que conheceu o programa ficou para tras, dando lugar para a Stephanie que esta vivenciando o programa.

Tem sido muito dificeis os ultimos dias. A Stephanie chegou a conclusao que parents work at home definitivamente nao combina com kids de 1 a 4 anos. E nao combina tambem com quem nao gosta de trabalhar a maior parte do tempo com o chefe por perto. No inicio nem se reparava que era ruim. Porque de fato eu tenho uma boa relacao com meus hosts e ele me deixam a vontade em casa. Mas foi eles comecarem a viajar mais a negocios (ambos estao em progresso da carreira profissional) para eu perceber que o meu maior problema com as meninas é os benditos em casa. Sem eles aqui é até engracado. Parece que seres extraterrestres levam as meninas mimadas e deixam no lugar delas dois robozinhos muito fofinhos que fazem tudo que eu mando. Que nao choram a toa. Que comem tudo. Que tomam banho sem chorar. Que dormem a tarde (ai de mim se tentar fazer elas dormirem com eles em casa. Capaz delas tirarem as tripas pra fora de tanto chorar).

A Stephanie passou ter probleminhas com a fofa (vulgo host mom) que passou implicar com coisas que poderiam ser toleradas (perto do tanto que a poor Stephanie tem que tolerar). Apenas o fofo (vulgo host dad) continuou sendo fofo. Ah, esse é sem palavras. Apesar de ser um homem super protetor, cara fechada, meio rabugento as vezes, ele é quem mais reconhece meu trabalho aqui. Ele nao reclama de absolutamente nada. Ou quase nada. Lembro dele ter chamado minha atencao apenas duas vezes. Uma que eu deixei as kids sozinha no banheiro fazendo xixi pra pegar algo no quarto e elas comecaram brigar. Justo ne? ainda mais que o banheiro é do lado do escritorio dele. E outra vez (rsrsrsrsrsrsrs) quando a danadinha da Stephanie (rsrsrsrs) saiu com o carro num sabado a noite para ir na casa de uma amiga e de la decidiu ir pra balada. E apenas mandou text avisando que ia passar a noite fora com o carro. Ok, a Stephanie sabia que ia levar maior bronca... tem uma regra que diz que o carro tem que estar em casa 1h da manha. Ate pode passar a noite fora, mas tem que combinar antes... nao apenas mandar text. Mas a balada prometia tanto que a Stephanie decidiu arriscar e levar a bronca no outro dia.

Cheguei em casa com a mao estendida para palmatoria e mesmo assim ele me recebeu com um sorriso de quem diz 'voce aprontou neguinha, precisamos conversar' e mesmo assim a bronca nao foi tao grande. Duro foi que inventei de me explicar (aiii essa Stephanie nao morre nunca) e acabei me enrolando no ingles e ele acabou entendo outra coisa. Ai ele deu uma exaltada comigo. Apenas pedi desculpas e disse que tinha entendido o recado. Depois mandei um e-mail explicando o mal entendido. Ele riu de mim, claro. Ahh..  E a balada valeu a pena, viu?

Por outro lado a nova Stephanie conheceu pessoas maravilhosas, fez viagens inesqueciveis, conheceu lugares fascinantes, curtiu festas em sua maioria chatas em si porque festa americana sempre deixa a desejar mas incrivel pelas pessoas que com quem estava. Ela ja sabe se virar no ingles... embora se sinta um peixe fora d'agua em muitas coisas. A nova Stephanie ja se acostumou com a boa vida dos EUA (tuuudo tao pratico), nao sabe como vai viver sem carro depois daqui... embora seja uma motorista ruim pra cacete, com um anjo da guarda forte que so ele!

A nova Stephanie esta ainda mais independente. Esta ainda mais forte. Esta praticando um pouco de egoismo, afinal, ela sabe que nesse pais se nao pensarmos em nos, ninguem o fara. A nova Stephanie esta com um pensamento mais frio, mais calculista. Embora ela tenha herdado toda aquela amorosidade (essa palavra existe?!), prestatividade e carencia da old stephanie.

E por fim (chega de posts longos) .. como eu me sinto chegando na metade do caminho?

Infelizmente o programa desapontou a old Stephanie. Nao esta sendo aquele mar de rosas que ela sonhou. Mas tambem o que nos temos na cabeca antes de entrar nesse programa pra achar que vai ser tudo lindo? Que vai ser maravilhoso? Que vamos fazer parte da familia e seremos como as familias de comercial de margarina? Como que a gente espera nada dar errado com uma familia que eu nunca vimos sendo que na nossa propria familia temos nossos trancos e barrancos? Eu hein... a gente se cega da realidade e parece que esta comprando passaporte para um conto de fadas. Claro que os momentos maravilhosos existem. Mas infelizmente acompanhado dos momentos que nos sentimos exploradas, que nos sentimos sozinhas, com saudade de casa, com vontade de sair correndo... e nao querer mais ser mae. Achei engracadissimo ler de uma menina que ser au pair é o melhor metodo anticoncepcional. Hahahahaha.

Por outro lado, o programa au pair foi a base para eu me tornar a new Stephanie.

Me sinto feliz. Me sinto agraciada (e essa palavra, existe?). Me sinto forte. Me sinto vitoriosa por nao me deixar abater. Nao importa os obstaculos que me deem. Nao importa as dificuldades que me aparecem. Se eles estao no meio do caminho daquilo que eu quero, eu vou superar. O que nao me mata, me fortalece.

Viver o programa de au pair é muito menos cor-de-rosa que que sonhar com o programa. As vezes é cinzento. As vezes nos roubam os lapis de cores e a vida auperiana fica sem cor. E o que nos resta? sonhar? imaginar? fugir? chorar?

O que nos resta é seguir em frente... aprender com nossos erros, com nossos fracassos e com nossas derrotas. E nao ter medo. Afinal a vontade de Deus jamais nos levara onde a graca de Deus nao possa nos proteger. Fé. Coragem. Dedicacao!

Que venha os proximos 6 meses!

~~ ondinhas de amor ~~ (ai que saudade de falar isso)

Stephanie








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4 Comentários :D:

w.biazetto; disse...

(suspiro)
~~~~~~~~~~

Renautinha disse...

arrasou! força garota! bjs

P.Relvas disse...

você sabe usar as palavras né, caramba ! rs

Jully disse...

muito bom o seu post! parabéns!:D
bom é bom quando vemos antes de ir umas experiências dessas, pois já nao vamos com tanta expectativa e chega ai da com os burros nágua né?
mas nem tudo é um mar de rosas e no brasil também temos frustrações porém temos um ombro para chorar e nos apoiar né?
boa sorte aí! tudo de bom!
beijosss

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